Pegando embalo no assunto do momento, está acontecendo mais uma copa do mundo, na África do Sul, este inquieto torcedor, acredita que o fato da copa ocorrer no continente africano, depois de todas as críticas, recebidas da Europa e Estados Unidos, quanto a capacidade de oferecer estrutura e segurança, mostra que a inclusão daqueles menos favorecidos, ao que chamam de mundo globalizado, é urgente, tendo em vista que, o povo africano, com toda sua ginga e garra, está demonstrando que é possível fazer um evento mundial, de forma mais simples, porém, não menos empolgante, como lembrou um camarada em uma mensagem, UBUNTU! Abaixo, transcrevo algumas opiniões sobre a copa:



Sobre torcer para a seleção brasileira, o ator José Wilker dá o recado:



"Adoro assitir futebol na televisão. Alguns vejo até mais de uma vez, mas a seleção brasileira não me desperta qualquer entusiasmo. Fora o Robinho que tem uma molecagem encantadora, todo o resto não empolga. Essa questão de sermos guerreiros e compatriotas na Copa é uma burrice. Futebol é esporte, só isso. Misturar patriotismo e futebol é de uma infantilidade tremenda. Às vezes me pego até com vontade de torcer para seleção de Camarões ou da Espanha", argumentou.

matéria completa em: Te contei;



Abertura da Copa: festa de gente pobre ou crítica de pobres de espírito? Leia mais em: O palpiteiro.



Dá-lhe Africa do Sul!
Depois do feriado quase prolongado (trabalhei na sexta), domingo, é o dia de amargar aquela tristeza, pois na segunda retoma-se a rotina. Então para amenizar a situação, assisti nesta tarde de domingo, alguns programas, dos quais comento/indico três:



- A'uwe, tv Cultura( http://www.tvcultura.com.br/auwe/ ), no documentário deste domingo foi abordada a propriedade dos conhecimentos indígenas;



- Ecoprático, tv Cultura ( http://www.ecopratico.com.br/index.php ), a cada programa, uma casa/família é escolhida para uma reciclagem de hábitos relacionados a sustentabilidade no dia-a-dia, vale a pena conferir as dicas para reciclagem e sustentabilidade;


- Canal Futura, documentário: Mandela, em nome da liberdade ( http://www.youtube.com/watch?v=hyL27rqElZQ&feature=player_embedded ), retrata a vida de Nelson Mandela, os anos na prisão, sua forma de pensar como Ghandi, ou seja, a não violência como forma de discutir questões importantes e globais. Um pouco mais sobre Mandela, confira em: UOL educação - http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u722.jhtm .



A composição dos três programas mostra-nos o quanto é importante, a natureza e tudo o que ela pode oferecer, a reciclagem e seus benefícios para uma sociedade sustentável e, acreditar que é possível através da não violência, pensar num mundo mais justo e igualitário, depende somente de nós, reflita a respeito e passe adiante esse conceito.



Tenham uma ótima semana.
O título da mensagem refere-se a uma frase, dita diversas vezes por um norte americano, Monty Roberts, o encantador (domador) de cavalos e que foi tema da reportagem do globo rural deste domingo, para quem não assistiu, segue o link da reportagem ( http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTO0-4370-340843,00.html ), que também mostrou o trabalho desenvolvido pela ANDE-BRASIL (Associação Nacional de Equoterapia), e alguns pacientes atendidos na instituição, que sofrem de alguma deficiência mental ou motora.



Diante da frase "A violência não é a resposta", aproveito para fazer o seguinte paralelo, se transportássemos para o nosso dia a dia, não só a frase, bem como a lição de vida que o norte americano dá (assista a reportagem para entender melhor), a violência diminuíria consideravelmente, pois o mesmo foi vítima de maus tratos, por parte do pai, assim como fazia com os cavalos, afinal de contas, o ofício de domador de cavalos foi passado de pai para filho, contudo, com uma diferença gritante, Monty Roberts, não usa a força para domar os cavalos e sim o afago, a conversa, e outras técnicas, ou seja, a não violência.



Por outro lado, a equoterapia, mostrada na reportagem, trás bons resultados no tratamento de pessoas com diversas deficiências mentais e motoras, evidenciando que o homem precisa como nunca viver em harmonia, seja com os outros seres vivos ao seu redor, seja preservando a natureza, para garantir sua própria existência.



E sem me estender muito, esses dois temas, a não violência e a preservação da fauna e da flora, deveriam ser matérias obrigatórias nas salas de aula, principalmente no ensino fundamental. Fica aí minha singela reflexão, quase que semanal. Uma boa semana a todos.
Tive que aceitar algumas mudanças profissionais, que não convém detalhar aqui, contudo me fizeram refletir, quem me conhece, sabe muito bem que curto "o bom e velho rock and roll", porém ao tentar lembrar de alguma letra de música para explicar o quanto precisamos tocar em frente, bingo! Encontrei a letra que exprime meu estado de espírito nesse momento, Tocando em frente, de Almir Sater e Renato Teixeira, que a letra transcrevo abaixo (registre-se aqui que, isso sim é sertanejo, e não os sertanojos atuais):

Tocando em Frente (Composição: Almir Sater e Renato Teixeira)

Ando devagar porque já tive pressa

Levo esse sorriso porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe

Só levo a certeza de que muito pouco eu sei

Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,

O sabor das massas e das maçãs,

É preciso amor pra poder pulsar,

É preciso paz pra poder sorrir,

É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro levando a boiada

Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou

Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,

O sabor das massas e das maçãs,

É preciso amor pra poder pulsar,

É preciso paz pra poder sorrir,

É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia.

Todo mundo chora

Um dia a gente chega

e no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz

De ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs

O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar,

É preciso paz pra poder sorrir,

É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa

E levo esse sorriso porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz


Obs.: Assista, clicando aqui, a um dos diversos vídeos de Tocando em frente no YOUTUBE.
Hoje, domingo, 25 de abril, assisti no canal Brasil, o documentário Garapa, de José Padilha, que mostra de maneira até assustadora um problema que assola todo o mundo, a FOME, para nós brasileiros, em especial, com um número maior de pessoas atingidas, encontra-se o curral eleitoral, conhecido como ?norte?(sic), que na verdade trata-se do nordeste brasileiro, não que na região norte também não aconteça tal fato.



Como nordestino, que sou (do agreste sergipano), não poderia deixar de fazer um breve comentário sobre o assunto. Como o documentário, foi exibido na tv paga (Sky), que uma pequena parcela da população brasileira tem acesso, incluindo este que vos escreve, começo aí meu raciocínio.



As emissoras abertas, qualquer uma delas, deveria exibir o documentário, pois no Brasil do século XXI, ainda existem pessoas que não podemos nem dizer que está abaixo da linha da pobreza, elas simplesmente, são invisíveis, pois fechamos os olhos e damos costas para esse tipo de situação, outro dia uma ex-colega de faculdade, pediu-me para excluí-la da sua lista de contatos, tendo em vista as mensagens ?fora da realidade?, pois bem, fiz sua vontade, e creio que muitos outros farão o mesmo pedido, não tem problema, o importante é  cada um de nós se preocupe somente com seu ?mundo? e mantenha suas conquistas (um bom emprego, carro do ano, casa própria, etc.), afinal de contas quem não alcançou ainda tais conquistas é porque não soube aproveitar as oportunidades, já ouvi diversos colegas de faculdade/trabalho dizerem isso, enfatizo que discordo totalmente dessa lógica.   



E para não me estender muito e o texto ficar cansativo, como gosto de fazer referências, muitas vezes a músicas, creio que, a letra da música do Ratos de Porão, S.O.S. País falido, é mais atual do que nunca, e olha que ela é do início da década de 1990, a história se repete, ou seria um ?déjà vu? ? Aproveito ainda, para encaminhar dois links, um para o trailer Vida Maria, animação de Márcio Ramos, produzida em 2006, e que assisti no Anima Mundi de 2007, a história mostra como o nordestino está fadado a seguir exatamente o mesmo modo de vida dos pais, e o outro para o comentário da Veja cinema.



Obs.: Links relacionados - Trailer de Garapa - http://www.youtube.com/watch?v=AqfamHEnpws ; Veja cinema - http://www.youtube.com/watch?v=9vtwxdAWqlE ;  Trailer Vida maria - http://www.youtube.com/watch?v=6-1CjDCmEiM  ; Ratos ? S.O.S. País falido http://letras.terra.com.br/ratos-de-porao/237904/ ; Ratos ? Reza http://letras.terra.com.br/ratos-de-porao/1449850/ .
Nos últimos tempos, ao me deparar com algumas atitudes no mínimo esgoístas, veio a minha cabeça, duas músicas "A cidade - Chico Science & Nação Zumbi""Saudosa Maloca - intérprete: Os Originais do Samba, compositor: Adoniran Barbosa" , vou explicar:



- moro num condomínio (diga-se de passagem, que é cada vez mais comum, as pessoas procurarem por condomínios), onde em tese, seus moradores tem renda suficiente para bancar tal "privilégio", de se fechar para os problemas "lá de fora" e encastelar-se em suas casas amplas, com suas piscinas financiadas em diversas prestações, além do carrão e de outros bens, importantes para o "status", faço questão de frisar que não é meu caso, daí, alguns apontamentos;



- se o verde que nos cerca (estou num condomínio de chácaras) é incômodo, porque o "cidadão" vem morar no meio do mato, e começa a concretar tudo que vê pela frente, verde, para o referido "cidadão" é o gramado do seu campinho de futebol, que substituiu a vegatação original. Deixei pelo menos 100 árvores em meu lote e algumas delas estão invadindo o espaço aéreo de alguns vizinhos, um deles acha que eu deveria derrubá-las, para resolver a tal invasão, até a cerca viva está sendo motivo de reclamação;



- ao fazer a escolha por condomínio, está explicito que será necessário assumir compromissos com os serviços inerentes a manutenção do espaço físico e das pessoas que executarão as tarefas, para fazer com que o espaço comum, seja agradável a todos, contudo, alguns "egoístas" (para não dizer outra palavra a altura, para os inadimplentes), deixam de contribuir com suas taxas condominiais, porém não deixam de dar festas, trocar de carro, construir piscina, churrasqueira, etc, e de usufruir da estrutura bancada pelos pagantes (portaria 24 horas, rondas, recolhimento de lixo e ciscos em suas portas, etc.);



- a minha indignação aumenta, ao ouvir dos "egoístas" a seguinte frase: "preciso acertar o que devo ao condomínio, porém quero desconto, pois a multa de 2%, é abusiva, então proponho pagar 30% do que devo", ou seja, além de não honrar seus compromissos nas datas corretas, ainda se acha no direito de ter desconto, imagina se na data de pagar salários para os funcionários, não houvesse saldo em caixa para pagá-los e assim deixássemos para o próximo mês, impossível, é claro.



Enfim, as letras das músicas em epígrafe fazem-me refletir, o quanto nos tornamos cada vez mais egoístas e materialistas.



...E a cidade se apresenta centro das ambições,

Para mendigos ou ricos, e outras armações.

Coletivos, automóveis, motos e metrôs,

Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs.



A cidade não pára, a cidade só cresce

O de cima sobe e o debaixo desce.

A cidade não pára, a cidade só cresce

O de cima sobe e o debaixo desce...(CSNZ)



..."Deus dá o frio conforme o cobertô"

E hoje nóis pega as palha

Na grama do jardim

E pra isquece nóis cantemo assim

Saudosa maloca, maloca querida

Dim dim dom de nóis passemos dias feliz de nossa vida...(Originais do Samba)

fonte:  http://opalpiteiro.blogspot.com

Deixa ver se eu entendo alguma coisa...

TERESA ROSERLEY NEUBAUER DA SILVA foi membro da administração tucana que cuida da Educação no Estado de São Paulo há mais de 10 anos.



Tem parceria com a Fundação Victor Civita, ligada à editora Abril.



A editora Abril é dona da Veja.





A Fundação Victor Civita e a Ong de D. Neubaeur tem negócios com empresas do Estado de São Paulo, como a Sabesp.





O Ministério Público acha estranho que uma ex-secretária de Estado receba dinheiro público por meio de uma ong para a prestação de serviços.



Perguntar não ofende: por que um escândalo desses não vira capa da Veja ou da Folha?



http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/04/13/os-negocios-da-educacao-em-sao-paulo/#more-55860


São Paulo, domingo, 11 de abril de 2010 




ENTREVISTA



CRISTIANO NABUCO



Até os joguinhos mais populares da internet provocam dependência
A famosa "fazendinha" da rede social Facebook vicia mais que sites pornográficos, diz psicólogo especializado em tratar adictos de computador



HÁ TRÊS ANOS, o psicólogo Cristiano Nabuco atende viciados em internet, no Hospital das Clínicas de SP. "Achávamos que sexo lideraria os problemas, mas as redes de relacionamento são responsáveis pela maioria das dependências", diz. Uma das novas "drogas" é o "Farmville", aplicativo mais popular do site social Facebook, com quase 90 milhões de usuários no mundo e mais de 1 milhão de fazendeiros virtuais no Brasil.


JULLIANE SILVEIRA

DA REPORTAGEM LOCAL

Parecem inofensivos. Mas esses novos jogos reúnem todas as características favoráveis à dependência: aumentam a autoestima, propiciam uma ascensão rápida (ainda que virtual), tornam-se mais difíceis nas fases seguintes.

Dessa forma, alerta o psicólogo, exercem mecanismos semelhantes aos de vícios em outros tipos de entretenimento: o usuário busca esse mundo para fugir dos problemas e simular uma vida social bem-sucedida.

"No tratamento, buscamos fazer um paralelo com o paciente para mostrar o quanto a internet não é uma opção, mas uma rota de escape de uma vida empobrecida", diz Nabuco.

Leia a seguir trechos da entrevista concedida à Folha.



 
FOLHA - Que riscos os jogos virtuais trazem?

CRISTIANO NABUCO
 - Quando analisamos seus efeitos negativos, a primeira coisa que vem à mente são os de combate. Eles favorecem a ascensão rápida nas fases iniciais para mexer com o ego do jogador e, depois, exibem dificuldades. Um dos poucos estudos sobre o assunto mostrou que, após dez minutos de jogo, há liberação de dopamina, neurotransmissor que motiva e aumenta a atenção.

FOLHA - Esses mecanismos também são encontrados nos jogos do Facebook e do Orkut?

NABUCO
 - Nos jogos mais recentes, como o "Farmville", há uma mescla de rede social com a perspectiva de poder administrar sua "propriedade". Ainda não temos fundamentos para explicar quais mudanças bioquímicas ocorrem. Mas, diferentemente de destruir, você passa a dividir, doar, construir. É como se a sua generosidade fosse praticada virtualmente.

FOLHA - Mas isso não seria bom?

NABUCO
 - A princípio, esses jogos seriam inofensivos. Mas veja este exemplo: atendi uma senhora de 52 anos que não tinha disposição para sair e estava com problemas de desempenho no trabalho. Parecia depressão até que, no quinto encontro, ela me contou que se cansava por causa dos horários em que ficava na internet. "Tenho uma fazenda, doutor. Quer ver no seu computador? Tenho de acordar às 4h da manhã para colher os morangos, senão eles estragam." Parecia uma menina mostrando sua Barbie nova! Tinha a fazenda mais bonita da comunidade virtual e não poderia correr o risco de perder esse "título".

FOLHA - Onde esses diferentes tipos de jogos se encontram no que diz respeito à dependência?

NABUCO
 - Todos promovem o aumento da autoestima. Para pessoas com depressão, fobia social ou um problema psicológico pontual, a perspectiva de "controlar" um ambiente se torna uma porta de fuga de realidades mal vividas. Essa paciente descrevia uma qualidade de vida muito ruim e tinha uma vida virtual muito boa.

FOLHA - Como ocorre essa promoção da autoestima?

NABUCO
 - Ela é construída sobre dois pilares: capacidade de controlar a frustração e de mudar o que está em seu entorno. Imagine um obeso que não consegue tolerar a frustração de ser gordo nem dizer aos colegas "não gosto disso" quando sofre uma brincadeira de mau gosto. Na internet, é só deletar quem os atinge. Lá, ele é o que não consegue ser de fato.

FOLHA - O "Farmville" e outros jogos complementam essa estrutura?

NABUCO
 - Dão chances de o indivíduo realizar sonhos muito rapidamente, desejos e fantasias que não conseguiria de outra forma. E, de quebra, gera a expectativa de ser admirado.

FOLHA - Esse bem-estar persiste por muito tempo?

NABUCO
 - Quem joga por horas seguidas se sente melhor, mas isso é pouco consistente, porque sabe que o sucesso está restrito à vida virtual.

FOLHA - O Brasil figura entre os maiores usuários das redes de relacionamento. Esses fatores teriam alguma relação?

NABUCO
 - Talvez você consiga igualar as pessoas por meio da internet, o que tem impacto por aqui. O menino da periferia pode ser ouvido em seu jogo da mesma forma que alguém em melhor posição social.

FOLHA - As redes sociais também são agentes da dependência?

NABUCO
 - Ninguém chega no meio de uma sala e diz "Pessoal, saí com fulano", porque é ridículo, mas muitos publicam isso em sites de relacionamento para milhões lerem. Para que você seja legitimado entre os demais, tem de ter sua página virtual. As pessoas estão viciadas em se relacionar pela internet. As redes dão um grau de satisfação e aceitabilidade que elas não teriam no mundo real.

FOLHA - O dependente é sempre mal resolvido com a vida?

NABUCO
 - Os profundamente dependentes perdem a habilidade de manejar o tempo que passam na vida virtual. Em 99% dos dependentes, há depressão, fobia social ou transtorno bipolar. Geralmente, há questões mal trabalhadas, como problemas familiares.

FOLHA - Mas, então, essa dependência é sintoma de outra doença?

NABUCO
 - Acreditou-se nisso por muito tempo. Mas observamos hoje comportamentos nesses pacientes que levam ao diagnóstico de dependência.

FOLHA - Quais são esses critérios?

NABUCO
 - Falar só de Orkut e de jogo, ter noção de que faz uso excessivo, mas não conseguir reduzir o tempo, apresentar depressão ou ansiedade, tender a mentir sobre uso abusivo, sofrer impacto na vida profissional e social e ter oscilações de humor se não acessa a internet.

FOLHA - Muitos correm o risco de perder a noção do real e do virtual?

NABUCO
 - O jovem não dá o telefone na balada, passa o MSN. Não liga, manda torpedo. Até a comunicação sofre interferências do mundo virtual. Quanto mais eu fico na internet, mais ocupo meu cérebro com essa vida virtual. Ele perde momentaneamente a habilidade de discernir o que é virtual do que é realidade.



NA INTERNET - www.dependenciadeinternet.com.br
Vou iniciar meu texto com um trecho da música da Legião Urbana, meninos e meninas, onde temos:



"...Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem? ..."



É a pergunta que me faço e, aproveito e repasso, pois com os acontecimentos dos últimos meses, onde as chuvas assolaram, vários estados brasileiros, mas com maior destaque para o Rio, que nesta semana está enfrentando uma situação caótica, penso, somos culpados pela situação vivida por aquelas pessoas que estão sofrendo com os estragos causados pelas chuvas. Sinto-me culpado, por conta de não saber eleger representantes decentes para o legislativo e para o executivo, seja ele, municipal, estadual ou federal.



Depois que a tragédia vem a tona, aparece um montão de gente para dizer que ?a área onde as casas estavam, era de risco?, ou então, como ouvi no jornal da noite, ?a defesa civil já havia alertado para o problema?, se já era conhecido o problema, porque não preveniram? É necessário centenas de pessoas perderem a vida, para que o governador consiga algumas moradias, fora das áreas de risco, financiadas pelo ?minha casa, minha vida?, que já veio tarde, pois as famílias que receberão o benefício, estão destruídas.



Cabe a todos nós, dar um basta nessa hipocrisia, governante e poder público que só aparecer quando o pior já aconteceu, quando famílias foram destroçadas, e centenas de moradias desceram morro abaixo; o morro está lá, todo dia com barracos e casas de alvenaria novas, que desafiam as leis da física e a engenharia, o Estado faz de conta que não vê, as concessionárias de água e energia, instalam seus relógios, pois independente de onde esteja a moradia, o importante são os lucro$, e assim, mais e mais morros são ocupados, desmatados, concretados e no final das contas, a culpa é do excesso de chuvas.



É absurdo parte de um bairro ser erguido em cima de um lixão desativado, e simplesmente o poder público não fazer nada para impedir a ocupação do local, pelo contrário fez obras a fim de ?melhorar a infraestrutura? da localidade, é muita incompetência.



Portanto devemos neste ano de eleições, darmos uma resposta a altura, não reeleger ninguém, e votar em gente que realmente tenhamos confiança, e depois de eleitos acompanhar e cobrar o cumprimento de suas obrigações, a mais importante, está servir em a população, para o bem da população.



E como canta os Garotos Podres, na música Anarquia oi, ?...Não acredite, em falsos lideres, pois todos eles, vão te trair...?, vamos abrir os olhos e usar conscientemente nossos votos.



na imprensa:




São Paulo, quinta-feira, 08 de abril de 2010








CARLOS HEITOR CONY



A condição humana RIO DE JANEIRO - O recente temporal que se abateu sobre o Rio, bem como as tragédias vividas pelo Chile, pelo Haiti e, em doses menores, por outras regiões deste mundo, demonstraram mais uma vez a dicotomia da condição humana em seus aspectos principais: o bem e o mal.

Em primeiro lugar, o bem. Foram comoventes os atos de solidariedade nas tragédias recentes. Para o Haiti e para o Chile, foram canalizados recursos substanciais de todas as partes do mundo. Aqui no Rio, aqueles que a mídia chama de "populares" arriscaram a própria vida para salvar os feridos. O mesmo ocorreu nas cidades atingidas pelos recentes terremotos. Ponto favorável para a condição humana.

Ao mesmo tempo, e nos mesmos cenários, despontou a selvageria com saques e assaltos, que demonstraram os dois lados da mesmíssima condição humana.

Aqui no Rio, os congestionamentos facilitaram assaltos. Os carros abandonados nos alagamentos foram saqueados, como saqueados foram os supermercados do Chile e do Haiti.

Garantem que em algum ponto do universo há um Senhor de barbas brancas que desde o início dos tempos toma nota dos atos humanos para posterior recompensa ou castigo. Foi assim que abriu as cataratas do céu para inundar a Terra com o dilúvio, salvando apenas um justo.

Esse Senhor de barbas brancas deve ter dificuldade para julgar a sua própria criação. Há justos que salvam vidas e dão exemplos de solidariedade e de amor ao próximo. Há vândalos que nada respeitam e aproveitam a tragédia, a aflição do instante para tirar vantagens, muitas vezes insignificantes, só pelo prazer ou pela obrigação de exercer o lado sinistro da condição humana. Um dilúvio não resolve a questão.







São Paulo, quinta-feira, 08 de abril de 2010








CLÓVIS ROSSI



Subdesenvolvidos. E felizes SÃO PAULO - Não deixa de ser uma cruel ironia que o Brasil seja tratado universalmente como potência emergente no momento em que sua cidade mais bonita submerge por inteiro.

Os patrioteiros de plantão dirão que qualquer cidade se afogaria com tanta chuva. É verdade, mas é só parte da verdade. Menos mal que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o governador, Sérgio Cabral, tiveram o bom senso de acrescentar "problemas estruturais" ao excesso de chuva como responsáveis por tamanho estrago.

"Problemas estruturais", do tipo ocupação selvagem de encostas, como afirmou Cabral, é uma maneira elegante de dizer que o Rio, como o Brasil, não é emergente, é subdesenvolvido.

Pena que Deus, ou a natureza, ou quem seja, vira e mexe envie lembretes a respeito. Hoje, no Rio; ontem, em São Paulo; anteontem, em Angra dos Reis; antes de anteontem, em Santa Catarina; amanhã, sabe-se lá onde.

No mesmo dia em que os jornais se ocupavam com a tragédia carioca, saía pesquisa de uma financeira que pretendia mostrar que estamos emergindo, mas que prova o inverso. Ficamos sabendo que a classe C (ou classe média) foi a que mais se expandiu em 2009, sinal de que já não somos tão pobres.

Não? Vejamos: a renda familiar (a familiar, não a individual) mensal da classe C é de R$ 1.276, o que dá um pouco mais do que dois salários mínimos e bem menos do que os R$ 1.995,28 que o Dieese considera o valor necessário (do mínimo, não da classe média, que, como o nome indica, deveria estar acima).

Comparemos agora com a Espanha, o país rico mais "comparável" com o Brasil: cada desempregado espanhol recebeu em fevereiro, na média, 900, equivalentes a R$ 2.110, ou 65% mais que a renda da classe média brasileira. E os desempregados espanhóis não são chamados de emergentes.

crossi@uol.com.br







Os sites www.jonaldo.com e www.jonaldo.com.br, estão em manutenção, em breve disponibilizarei novos conteúdos.


Enquanto isso através do meu blog, repassarei reportagens e acontecimentos importantes, para começar, logo abaixo seguem dois links, para sites que estão promovendo alguma ação com relação a questão ambiental, confiram:






OS EXTERMINADORES DO FUTURO (SOS MATA ATLÂNTICA)











HORA DO PLANETA 2010 (WWF)














"...não é por não falar, em felicidade, que não goste de felicidade..." Titãs 

SÍTIOS INTERESSANTES (ANIMAÇÕES)

Abaixo segue algumas dicas de sítios interessantes em animações:

www.reimateusinho.com.br          www.olhosnegros.com.br          www.fotolog.net/cleytonleite

www.cinema-animadores.com.br          www.terpinsgrego.com.br/batalha          www.animamundiweb.com.br

www.tvpinguim.com.br          www.aleabreu.com.br          www.animamundi.com.br

 

 

"...uma minoria continuará a roubar enquanto existir governo..." desordeiros

A frase acima define bem como anda a política nacional, pois temos as mesmas diretrizes de sempre, governar para meia-dúzia de pessoas que ditam os rumos do Brasil, principalmente os banqueiros, que são de longe quem mais explora a nação com juros absurdos e tarifas escorchantes, isso sem deixar de lembrar o assédio moral aos funcionários em busca de metas inatingíveis. Poderia aqui listar uma centena de razões para ir contra os banqueiros, que divulgam a cada semestre resultados cada vez mais exorbitantes, em detrimento do restante dos outros setores, como por exemplo o setor produtivo que vem sendo esmagado pela macro política econômica, precisamos protestar e buscar formas de precionar o governo a mudar esta situação, inclusive obrigando os bancos a contratarem mais pessoal, para melhorar o atendimento ao público, que se encontra precário.

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